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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Retração

A união Europeia revisou suas previsões
Na revisão anunciada essa semana, a União Europeia manifesta um pessimismo ingênuo. Previa um crescimento anterior de 0,4% para 25 países do bloco. Agora só acredita em 0,1%.
Alguns elementos não foram suficientemente considerados nessa última previsão. A recuperação norte-americana e a valorização do dólar beneficiarão as exportações da Europa. O crescimento chinês, mais consistente em 2013, embora em taxas menores, também criará uma importante vertente exportadora para o combate à retração na Zona do Euro. Por fim, o próprio consumo interno deve apresentar uma reação, ainda que modesta, favorecida pela complacência dos credores demonstrada no acordo do final de 2012.
Lembro que o emprego, que vinha ladeira abaixo, manteve-se estável em janeiro e que o PMI industrial da região, no mesmo mês, mostrou-se em crescimento, embora ainda abaixo do limite de 50 pontos que divide a expansão da retração.
O fato é que a ordem institucional da região evoluiu, atribuindo maior confiança aos investidores a partir das novas funções atribuídas ao BCE de guardião fiscal dos países e de preservador da segurança do sistema financeiro.
Em síntese, o abrandamento das obrigações fiscais e a ação fiscalizadora do BCE dão impulso ao crescimento interno, enquanto a recuperação da demanda mundial abre vertentes externas para a indústria dos países da região. Disso se tudo se beneficiarão o emprego e os salários da população europeia.

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