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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Tô com o saco cheio dos populistas

Isso aí! Chega! Deixa o paí crescer.
Voltava pela Avenida Aricanduva. O sinal fechou. Olhei à direita e, encostado no muro que separa a casa da rua, vi um homem olhar em direção à sala. Seu olhar buscava a cozinha e ele gritou: “Traz a ampola, nega!”.
Em algum cemitério da cidade, o corpo putrefato do Estevam virou. “Tô fora da decisão da Libertadores. Sem terceiro tempo, sem nada.”
Agora a economia deve pegar no breu! Mantega e suas previsões nunca incluíram a variável determinante do crescimento. O otimismo popular!
Taí. A inadimplência que vá ao inferno. Ao consumo, galera. O Coringão levou a taça! E a economia vai retomar.
Acordei.
Tudo “continuava como d'antes, nol quartel de Abrantes”.  Crédito seletivo, montadoras demitindo, bancos preparando as demissões, siderurgia enxugando e, no campo, a área plantada sofrendo reduções. O consumo de insumos também.
Menos produto, por hectare. No sistema de saúde, o caos está instalado. A educação acompanha a saúde. A insegurança cresce. Ônibus são incendiados todos os dias e, todos os dias, policiais militares são mortos. Quartel é incendiado no Pará.
Dilma reina no Mercosul. Está preocupada com a democracia no Paraguai. A democracia é fundamental no bloco. O Corinthians é o campeão da Libertadores. O futebol é o ópio do povo.
Precisamos organizar um congresso de estudantes. Que tal em Ibiúna? Para presidi-lo, Patriota na cabeça, Dilma na vice-presidência.
Enquanto isso, no Paraguai, se expulsa o embaixador venezuelano. O próximo pode ser o brasileiro. Na Bolívia, a Petrobras não entra mais. No Peru, o candidato socialista finge não ver nada.
Viva a anarquia, viva as ideologias. Pragmatismo é coisa do Corinthians. Ganhou e isso basta.

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