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domingo, 3 de julho de 2011

Grécia e seu sufoco

Ministros do euro autorizaram empréstimo à Grécia. Falta o FMI.
O FMI analisará essa semana o envio da sua parte no empréstimo aos gregos, equivalente a 12 bilhões de euros.
Os ministros das Finanças da zona do euro já se puseram de acordo.
O empréstimo europeu faz parte dos 119 bilhões de euros pactuados com a Grécia, em maio de 2010. Não haveria razões para todo esse suspense, não fossem os compromissos de cortes orçamentários, aumentos de impostos e medidas de privatizações com que o governo da Grécia teria que se comprometer.
Do ponto de vista social, o plano é absurdo. O país hoje conta com 40% de taxa de desemprego e tem uma dívida equivalente a 150% do seu PIB. Algo como 345 bilhões de euros.
A dívida parece impagável, mas pode ser rolada ao infinito. O problema é que essas medidas devem provocar o aumento do desemprego, no curto prazo, para algo que corresponderá à ruptura do tecido social. A Europa, sobretudo a de leste, terá que absorver um grande número de trabalhadores gregos desqualificados. Os movimentos migratórios aumentarão dentro da região.
A decisão dos ministros permitirá a libertação de 8,70 bilhões de euros, que atenderão apenas às emergências financeiras gregas. A entrada do FMI dará ao país uma sobrevida de mais uns 6 meses, apenas.

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