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segunda-feira, 7 de junho de 2010

Sob nova direção

Le Monde foi posto à venda
Trata-se de recapitalização, segundo seus acionistas.
Eufemismos à parte, os resultados financeiros têm se agravado nos últimos anos. Estima-se a nescessidade de entradas no valor de 100 milhões de euros para dar fôlego ao grupo.
Voltamos às questões de nosso evento do dia 17 de junho na FEA: modelos de negócios para a convivência das mídias on e off lines.
Está realmente difícil produzir valor que seja percebido pelos leítores, frente ao novos hábitos de consumir informações. Perder a independência editorial é o primeiro problema, mas perder a profundidade da análise é pior. Que fará o Le Monde? Vai terceirizar editores, repórteres, jornalistas e transformar todos os seus "'Cacos" Barcelos em âncoras de novos BB's, agora para franceses?.
Vejo em tudo isso uma grande ameaça à cultura da informação, ao jornalismo investigativo, à reportagem.
Quando se deteriora o preço da informação, quebram-se jornais, educação, saúde, etc. Professores, médicos e jornalistas passam a ser terceirizados, emitem notas fiscais de suas pequenas empresas pessoais e assumem seus próprios encargos. Em sua natureza intrínseca o problemas é o mesmo. Regras de mercado não podem ser toleradas quando o assunto é o ser humano.

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