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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Portal IG 12.12.09 - Fusõe e Aquisições

Analistas vêem espaço para novas fusões e aquisições

Ainda existe espaço para fusões e aquisições no setor bancário brasileiro, afirmam especialistas. Mas após o forte processo de consolidação no segmento verificado nos últimos anos, as possibilidades hoje estão na compra de instituições menores pelas grandes, ou ainda de bancos com atuação em nichos de interesse específico.
 A concentração bancária começou no governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) com o intuito de tornar o mercado financeiro brasileiro menos vulnerável. Segundo o professor da USP Alberto Borges Matias, ao se unir, os bancos buscaram ganho de escala e a melhoria de seus indicadores.
“Tudo é por oportunidade”, diz o professor Alberto Matias. Normalmente, um pequeno ou médio tem como fornecedor de recursos o grande banco. Quando enfrenta um problema com liquidez, o menor acaba “se entregando”.
Instituições maiores podem se interessar pela aquisição de bancos com competências específicas, como private banking - segmento dedicado a clientes com patrimônio elevado -, por exemplo, segundo Celso Grisi, do Fractal. “Para um banco que tenha interesse em avançar no private, é muito razoável que busque uma instituição que atue fortemente nisso, como o Alfa.”

Ele afirma ainda ver espaço para a aquisição de bancos europeus que já têm presença no Brasil e estratégias bem estabelecidas e cita como exemplo o Deutsche Bank, por sua atuação com empresas grandes, operações sindicalizadas e com agências do governo. “Poderia interessar ao Banco do Brasil, ao Bradesco ou ao Itaú Unibanco, por exemplo, que veriam a compra com bons olhos até porque aumentariam sua penetração na zona do euro”, afirma. 

Safra

“Ainda há bancos que podem ser alvo de cobiça dos maiores, mas eu acho que o processo maior de consolidação parou”, diz Grisi. Segundo ele, uma operação razoável de se pensar seria a compra do banco Safra, que tem porte maior e cuja aquisição seria significativa para elevar a competitividade do comprador diante dos concorrentes. No entanto, ele diz que as chances disso acontecer são mínimas. “O Safra não é um banco posto à venda”. 
Bancos estrangeiros

Outra tendência apontada pelos especialistas é a vinda de bancos do exterior para o Brasil, tanto os que ainda não têm presença local como os que já estão no País, que poderiam expandir sua atuação. “Bancos estrangeiros continuam vindo para o mercado brasileiro, como o Banco da China, por exemplo. Essa é uma possibilidade”, diz Felix, da Deloitte. Grisi, da Fractal, cita o Citibank, que, segundo ele, poderia se tornar um banco de varejo no Brasil, como os cinco maiores bancos atuais. Uma outra estratégia dos bancos estrangeiros é comprar ações em momentos de liquidez mais baixa, quando os ativos tendem a estar desvalorizados, portanto, mais baratos. Grisi dá como exemplo um aumento da participação Bank of America no Itaú. (Atualmente, a instituição norte-americana possui participação de 5,41% no banco brasileiro).

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