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domingo, 19 de setembro de 2010

O câmbio tem sido cruel. Mas a agricultura resiste.

Produtores rurais beneficiam-se com as altas internacionais dos alimentos
Os preços pagos aos produtores rurais, na primeira quadrissemana de setembro, refletem as altas nos mercados internacionais de alimentos e a exuberância do mercado interno.
O Índice Quadrissemanal de Preços Recebidos pela Agropecuária Paulista (IqPR) apontou alta de 2,28% no período analis
 O IqPR-V, voltado para medir as variações de preços dos produtos de origem vegetal, apresentou elevação de 1,46%.
O IqPR-A, dirigido às aferições do preços de produtos de origem animal, mostrou elevação muito forte, de 4,33.Os produtos que registraram as maiores altas nesta quadrissemana foram:
No caso do tomate de mesa, as baixas temperaturas nas primeiras semanas de agosto e a estiagem prolongada foram as responsáveis.
O algodão teve seu aumentado em função dos reduzidos estoques internacionais e à quantidade insuficiente da produção nacional para atender a pressão dos novos níveis da demanda.
A soja, milho e trigo beneficiaram-se com os problemas climáticos de seca na Austrália, Rússia e Ucrânia e com o excesso de chuva no Canadá. Também a Argentina sofreu com as intempéries locais. O mercado financeiro de aposta nos preços futuros e impulsiona as altas dos alimentos. Essa altas têm sido consideradas pelo IEA como proporcionalmente superiores à depreciação da moeda nacional.
Para a carne suína, o consumo interno aquecido é o culpado pela alta, ainda que as exportações estejam em declínio. A produção de suínos, aves e qualquer outro produto que implique o arraçoamento do animal estará sujeito aos aumentos de custos de produção, derivados dos aumentos dos preços das cotações do milho e da soja. O alerta é do IEA que avisa: “possivelmente acarretará um movimento altista para os próximos meses.”
Os produtos com maiores quedas de preços no período foram:
É bem verdade que tudo que sobe, cai. O Corolário é: “tudo que sobe muito, cai muito”. A teoria econômica, de forma deselegante, chama esse fenômeno quando ocorrido na área agrícola de “teorema da teia da aranha”.Os preços da batata caíram em decorrência da maior oferta desse produto no mercado no momento atual.
Para o amendoim, a retração do preço se deve a ajustes entre a oferta e a demanda. Com oferta superior os preços irão abaixo no curto e médio prazo.
No feijão, a baixa produção das safras anteriores levou os preços a patamares aviltantes. O produtor respondeu reduzindo a área plantada e os preços voltaram a ser favoráveis. O problema é que o custo de produção está muito alto e, portanto, apenas um produtor muito sofisticado em suas práticas de cultivo poderá ter entusiasmo para produzir.
A oferta de ovos é realmente alentada e isso derruba os preços de produção e sobe os preços dos insumos para produção. Trata-se da famosa ciclotimia dos preços na matriz insumo-produto. Lá na granja, as pessoas traduzem esse nome complicado que a economia deu a esse fenômeno por: “tem hora que a gente racha de ganhar e tem hora que a gente esborracha de perder”. Tá certo, galera!
Veja agora a tabela completa que o IEA produz com sua farta e preciosa atividade dde pesquisa.

O IEA, de onde tiro todas essas informações, e cujos textos uso para alicerçar minhas analises, conclui dezendo que: “ No período analisado, 13 produtos apresentaram alta de preços (9 origem vegetal e 4 de origem animal) e 7 apresentaram queda (5 origem vegetal e 2 origem animal).”
Conclusão: produtor contente, consumidor descontente.

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